Top Ten

As marcas têm um papel importante, ou talvez fundamental, na vida das pessoas. Tanto dos consumidores quanto dos executivos que as transformam em "grifes" de mais de US 43 bilhões, como é o caso da Coca-cola.  Apenas consumir já é insuficiente, é necessário que seja de determinada marca. A importância é tão relevante, que torna a corrida das Top Ten ainda mais agressiva. Veja quem são as dez mais valiosas do mercado.

http://txt.estado.com.br/editorias/2007/02/03/eco-1.93.4.20070203.34.1.xml

As marcas se tornaram uma forma de identidade. Entre os jovens, marcas de tênis determinam estilos e personalidades (ou até a falta deles). Já com os executivos são marcas de carros, canetas, charutos, vinhos ou tacos de golfe. Tudo para parecer mais imponente que o outro, ou para mostrar que podem gastar pequenas fortunas para satisfazer sua vontade e pagar por uma etiqueta.

 

O capitalismo incentiva esse tipo de cultura, pois é disso que sobrevive. Nunca vi alguém escolher marca de livro sagrado. O importante para o sistema do capital é dinheiro, portanto nenhuma marca que não traga dinheiro sobrevive, e por isso a cultura das marcas é tão difundida. E de tão falada acaba se tornando aceitável e parecendo normal aos olhos das pessoas. Enquanto as marcas forem mais importantes que as pessoas que as utilizam, a vida de aparências e falsidades vai continuar. Afinal como pedir personalidade de alguém que se “finge” atrás de marcas? 



Escrito por Fábia Yoshida Monma às 23h55
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Necessidade de Ternura

Cada vez mais a sociedade divide as pessoas, por roupa, por marca, por ideal de beleza... Além disso a pressa, a correria, a loucura do trabalho, faz com que as pessoas se dediquem menos aos relacionamentos. Relacionar-se é sentir. Sentir-se, de acordo com Fernando Pessoa, é distrair-se. Alguém aí tem tempo para distração? E assim, no final da história "eles não viveram felizes para sempre", mas "eles viveram sozinhos para sempre"...

Será que temos direito a ternura, como defende Restrepo, ou temos necessidade de ternura? A "competitividade" exige tanto de nós e do nosso trabalho que será certo deixarmos a emoção chegar perto da razão? Pensar nisso incomoda, mas uma coisa é certa: relacionamento de verdade está alinhado com "sentir de verdade". Aqui não cabe superficialidade e, desculpem os internautas apaixonados pela rede, mas também não vejo espaço para profundidade online. Concordo que a rede aproxima, mas não substitui o o olhar, o abraço, o ensinamento, o relacionamento...

É interessante que nos dias atuais, tem gente que consegue até transformar o ato de sentir como diferencial competitivo. Li um artigo que compartilho no link e uma frase que resume a idéia:

Quando se discute a predominância da razão ou emoção, é enfatizada a importância do equilíbrio. "As duas se complementam, pois a técnica, experiência, capacidade de enxergar além é fundamental, mas tudo isso se torna poderoso quando aliado à inteligência emocional. Caso contrário a pessoa será solitária", explica Carlos Alberto Diz, vice-presidente da Spencer Stuart, consultoria de recrutamento e seleção de executivos. http://www.gestaoerh.com.br/site/visitante/artigos/comp_002.php

É isso...



Escrito por Fábia Yoshida Monma às 22h37
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Não basta ser competente, precisa parecer

Discutimos e exemplificamos sobre a questão "Apareço, logo existo". Ser celebridade exige, entre outras coisas, aparecer. E a história não pára por aí. Antes de escolher a roupa adequada ou dar uma entrevista, os famosos recorrem aos Relações Públicas, Consultores de Estilo, etc, para construirem ou darem continuidade as suas imagens públicas reluzentes.

Este recurso, de recorrer aos especialistas, está cada vez mais sendo utilizado por pessoas comuns. Para se destacarem no escritório, na frente do chefe ou mesmo no grupo de amigos. É uma forma de oferecer um diferencial no trababalho, às pessoas que buscam se colocar no mercado ou queiram permanecer "empregáveis". É o marketing pessoal que proporciona sucesso para aqueles que dele se fazem valer. É a necessidade de "parecer" competente e não somente "ser".

Verdade ou mentira? Cabe a cada um saber se vale a pena, pois como tudo na vida tem os pós e contras e exige de você uma decisão: de querer viver (ou não) o que os outros julgam certo/errado. De usar as roupas que os outros acham adequado, de se comportar com a sofisticação que o ambiente julga necessário. O inglês Stephen Bayley que acabou de lançar o livro Life's a Pitch e participou de uma matéria na Veja desta semana defende: "Querendo ou não, as pessoas julgam umas às outras o tempo todo. Por isso, você precisa ser a sua melhor criação."

Talvez Guy Debord possa acrescentar nesta reflexão: “Num mundo realmente às avessas, o verdadeiro é um momento falso”



Escrito por Fábia Yoshida Monma às 17h10
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Modernidade Líquida

 

Cada notícia do jornal, tv ou internet vem para se superar e nos surpreender. Números fazem esta função muito bem. Postei abaixo alguns dados que construíram um dos destaques no Prêmio Aberje e que podem servir de ilustração da modernidade líquida de Bauman.

 

 

 

Esta notícia me chamou muito a atenção sobre “Nada fica no lugar por muito tempo” e quanto tem aumentado a valorização da instantaneidade. 1500 comercializados em 9 minutos? Podemos chamar isto de facilidade, oportunidade comercial ou globalização do carnaval. Penso que aqui é um bom exemplo onde a distância de tempo e espaço perdeu o sentido. A internet tem um papel fundamental e claro para esta volatilidade e velocidade. Vale é o que é leve, é impalpável, é flexível, a marca. A idéia dos Abadás e Camarotes de Salvador tem esta leveza, esta característica simbólica.

 

E nós? Quanto estamos preparados para este novo "peso", este novo valor das coisas?

 

 



Escrito por Fábia Yoshida Monma às 22h47
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A neurose do lucro tem se alastrado e movimentado diversos mercados e empresas, inclusive no campo de comunicação, fazendo com que vivam, quando não sobrevivam, a esta estreita realidade de "criação de mastodontes", através das fusões, aquisições e incorporações.

Os conglomerados midiáticos estão em franca expansão e têm exercido o papel de agentes econômicos globais, preocupados em aumentar a predisposição ao consumo e a fidelização da marca. Também têm propagado visões de mundo e modos de vida que transferem o mercado para o centro do discurso.

Creio que este movimento vivido pela maioria dos negócios como os exemplos levantados pelo Denis Moraes: Disney, News, Time Warner, Sony permanecerá acontecendo. Não consigo enxergar as alternativas para reverter ou frear este quadro, uma vez que estas uniões são uma das premissas para sustentar sua competitividade internacional. Exemplos como estes são inúmeros e em setores diversos como a indústria farmacêutiva, agroquímica e redes de supermercados.

Neste ritmo, "fora do mercado não há salvação" mesmo...



Escrito por Fábia Yoshida Monma às 23h56
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O mundo é para ser conquistado

Alexandre, Rei da Macedônia, foi formado na escola de guerra. Teve que sofrer para aprender. Foi moldado. Aristóteles foi seu tutor. Conquistou a Grécia, Egito e Ásia e aos 33 anos se tornou o maior guerreiro/conquistador ocidental.

Falamos sobre o filme e a trajetória de Alexandre - O Grande, durante a aula. De acordo com Restrepo somos herdeiros de Alexandre, pois de uma forma ou outra, todos nós cultivamos a lógica da guerra, ou seja, no nosso modo de viver somos guerreiros, queremos conquistar.

Você tem que conquistar o universo. Tem que dominar. Este modelo de pensamento impregna nossa lógica atual fazendo com que alimentemos a crença de que nascemos para vencer. Estamos inundados no pensamento da conquista como poder. Talvez seja por isso que consquistar a atenção, o leitor, o espaço, os negócios, o dinheiro, seja prioridade de muitos. Desde os grandes oligopólios do planeta até cada um de nós...

Acho que a conquista é fundamental para nossas vidas. Nos ajuda, entre outras coisas, a amadurecer e a nos posicionar. Queremos conquistar a confiança de quem amamos, conquistar uma posição melhor em nossas empresas, conquistar um salário melhor, conquistar mais conhecimento. Só precisamos cuidar para que a conquista tenha seu espaço que é nos servir e não ao contrário, certo?



Escrito por Fábia Yoshida Monma às 23h57
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Conhecer é complicado...

COMPREHENDERE - Juntar diferentes significados, abraçá-los, integrá-los, compreendê-los

"Diga-me qual é o seu ponto de partida para enxergar o mundo que lhe direi a que conclusões você irá chegar"

Discutimos sobre como pensamos em conhecer o mundo. O meu, o seu, o nosso mundo. Qual sua visão de mundo?

A aula contou também com a exibição do filme "Microcosmos", fruto de 2 biólogos franceses. A produção da obra, que levou uns 15 anos, demonstra "o mundo" da natureza. Isso nos faz pensar em quanto precisamos compreender melhor o mundo olhando por outros ângulos, com outros olhos. É parar um pouco para apreciar o mundo em seus mínimos detalhes...



Escrito por Fábia Yoshida Monma às 23h01
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Discussões que fazem você pensar

Quando me inscrevi nesta disciplina, não imaginava encontrar as discussões que temos em sala sobre o poder e influência da mídia. Imaginei que seriam aulas completamente teóricas. Ao contrário disso, a realidade que envolve a mídia e seus desdobramentos é discutida de forma participativa, o que me deixa bastante satisfeita, pois tenho condições de entender melhor um mundo que talvez seja mais distante de mim por conta da minha formação, que não é na área de comunicação.

Como sou formada em Administração de Empresas, acho as discussões fundamentais para entender melhor esse mundo. Penso que o mais importante diante do que já vimos é encontrar o ponto de equilíbrio, a integração. Assim como não dá para ser somente do time do pensamento cartesiano também não dá para enxergar a mídia somente do ponto de vista "tudo de bom" ou "tudo de ruim". Entender a complexidade, conhecer as opiniões/críticas e o movimento dos pensamentos (moderno, complexo, compreensivo) faz qualquer um parar para pensar.

Acho que é isto. Vou retomar algumas leituras e anotações para poder postar outros comentários.

Abraço



Escrito por Fábia Yoshida Monma às 01h47
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Mídia e Poder

Neste espaço, publicarei opiniões, análises e debates realizados na disciplina Mídia e Poder, Professor Dimas Kunsch, do curso de Especialização da Cásper Líbero. 

A idéia é expor as minhas conclusões sobre o tema, com base em textos, seminários, jornais, sites, blogs de colegas e profissionais da área, levando em consideração as minhas experiências e orientações do professor.  



Escrito por Fábia Yoshida Monma às 16h14
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